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19/08/2010

Nova técnica de revestimento com proteína reforça fixação de implante de titânio

Ligação mais forte manipula sinais de células do próprio corpo para estimular o crescimento e permite que implantes durem mais


Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, desenvolveram uma melhor técnica de revestimento que pode reforçar a ligação entre os implantes de titânio que substituem articulações e o osso do próprio paciente. Essa ligação mais forte - criada através da manipulação de sinais de células do próprio corpo para estimular o crescimento - pode permitir que os implantes durem mais tempo.

Implantes revestidos com uma aglomeração de uma proteína que imita a fibronectina, material de adesão das células do próprio corpo, fizeram 50 % mais contato com o osso circundante do que os implantes revestidos com pares de proteínas ou filamentos individuais.

Os investigadores acreditam que o material biologicamente inspirado melhora o crescimento do osso ao redor do implante e reforça a fixação e integração do implante ao osso. Este trabalho também mostra, pela primeira vez, que os biomateriais que apresentam sequências biológicas agrupadas em nanoescala reforçam os sinais de adesão celular. Estes sinais reforçados resultam em níveis mais elevados de diferenciação de células ósseas em células estaminais humanas e promovem uma melhor integração entre implantes de biomateriais e o osso.

"Ao agrupar as peças de fibronectina projetadas fomos capazes de criar um sinal amplificado para atrair integrinas, receptores que acompanham a fibronectina e dirigem melhor a formação óssea ao redor do implante", explicou o professor de engenharia mecânica, Andrés García.

Todos os implantes de joelho e de quadril geralmente duram cerca de 15 anos até que os componentes se desgastam ou afrouxam. Para muitos pacientes mais jovens, isso significa uma segunda cirurgia para substituir a primeira articulação artificial. A nova técnica permite que os implantes tenham uma duração maior do que as atuais.

Para analisar a eficácia do implante, os pesquisadores avaliaram os resultados quatro semanas mais tarde e descobriram um aumento de 50 % na quantidade de contato entre o osso e os implantes revestidos com três ou cinco fios agrupados em relação aos implantes revestidos com fitas simples.

Os pesquisadores também testaram a fixação dos implantes através da medição da quantidade de força necessária para puxá-los para fora do osso. Implantes revestidos com três e cinco fios de fibronectina agrupados exibiram 250 % maior fixação mecânica do que os revestidos com apenas uma fita.


Fonte: Isaude.net

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